NOTA TÉCNICA POR FERNANDO LANDULFO*

1 – Introdução
Diz sabiamente o dito popular que: “Onde há fumaça há fogo”. Ou seja, se há indícios de que algo está ocorrendo, há uma grande probabilidade de que o fato seja real.
Contudo, antes de se tirar qualquer conclusão, é preciso investigar, “a fundo” e com “critério” esses indícios.
Por exemplo:
- A “fumaça” tem origem em um “incêndio”, em algo “mais controlado”, ou até mesmo, em algo “necessário”?
- É possível saber quem provocou e o motivo?
- Qual o tamanho real da ocorrência?
- Implica em risco real? Ou seja, é preciso controlar?
- E caso as respostas sejam sim: É possível controlar? E como fazer isso?
Pois bem, algo assim está ocorrendo com os biocombustíveis. E o biodiesel, por razões obvias (impacta diretamente sobre a vida de milhões de pessoas e na economia do país), merece uma atenção toda especial.
E tendo em vista que esse produto:
• Vem sendo utilizado, em diversos países, já a algum tempo. • É objeto de diversos estudos científicos;
• Tem provocado muita discussão dentro da indústria de reparação automotiva;
Deixando de lado as muito bem fundamentadas justificativas ambientais, econômicas e até mesmo, políticas, para a sua introdução e utilização no Brasil – chegou a hora de, dentro do âmbito estritamente técnico, colocar tudo em “pratos limpos”.
2- O Biodiesel
2.1- O que é:
Chama-se genericamente de biodiesel, produtos gerados a partir de fontes renováveis (ácidos graxos de origem animal (sebo) e vegetal (óleos vegetais, inclusive reciclado de cocção de alimentos)), que tem como objetivo substituir o óleo diesel derivado do petróleo (petrodiesel). [1]
No entanto, algumas referências atribuem a denominação “biodiesel” a quaisquer substituições do petrodiesel. [1]
Por exemplo:
- Óleos vegetais in natura (puros ou misturados); [1]
- Bio óleos produzidos pela pirólise de óleos vegetais, [1]
- Microemulsões. [1, 2]
Só que, do ponto de vista oficial, NÃO é bem assim.
No Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) [3] define biodiesel como sendo:
“… um combustível renovável obtido a partir de um processo químico denominado transesterificação. Por meio desse processo, os triglicerídeos presentes nos óleos e gordura animal reagem com um álcool primário, metanol ou etanol, gerando dois produtos: o éster e a glicerina. O primeiro somente pode ser comercializado como biodiesel, após passar por processos de purificação para adequação à especificação da qualidade, sendo destinado principalmente à aplicação em motores de ignição por compressão (ciclo Diesel).” [3] (nosso negrito).
E a sua especificação deve atender a Resolução ANP 920/2023. [3, 4, 9]
2.1.1 – Como é produzido e suas características básicas
De uma forma bastante resumida, a produção de biodiesel pode ocorrer de diferentes formas. Contudo, atualmente as mais utilizadas são:
a) Transesterificação: Corresponde a três reações consecutivas e reversíveis (que podem ser resumidas na figura 01 a seguir [1]), nas quais são formados compostos intermediários (di e mono acilglicerídeos), antes do estér (biodiesel) e da glicerina (subproduto) [10]
Figura 01: Fluxograma simplificado de produção de biodiesel a partir de óleos vegetais e gordura animal. Fonte: [1]
b) Esterificação: Processo mais simples, consiste na reação de um ácido graxo com um mono álcool, catalisada por um ácido. [10] Apresenta como vantagem a possibilidade de produção, a partir de resíduos de baixo valor agregado, e não do óleo vegetal de primeira qualidade (por exemplo: ácidos graxos residuais do refino do óleo de palma), assim como, a formação de apenas água como subproduto. [10]
Logo, uma fiscalização rígida, sobre os produtores, transportadores e estocadores de biodiesel, da manutenção das especificações definidas na Resolução ANP 920/23, se faz necessária, a fim de evitar:
a) A contaminação com subprodutos indesejáveis.
i. Glicerina:
Apesar de ser considerada como um contaminante do biodiesel, a glicerina tem alto valor agregado, sendo matéria prima de diversos produtos químicos [10]. A sua combustão no interior dos motores pode gerar acroleína, substância que, além ser um poluente atmosférico perigoso, pode acarretar aumentos de carbonização dos motores. [1]
- Exemplo de teste de verificação:
NBR 15771 – BIODIESEL – DETERMINAÇÃO DE GLICERINA LIVRE – MÉTODO VOLUMÉTRICO. [1]
ii. Sabões e ácidos graxos livres:
Formam depósitos que danificam os componentes internos do motor (sobretudo o sistema de injeção) [1].
- Exemplo de teste de verificação:
NBR 15908 – BIODIESEL — DETERMINAÇÃO DO GLICEROL LIVRE, MONO-, DI-, TRIACILGLICERÓIS E GLICEROL TOTAL POR CROMATOGRAFIA GASOSA. [1, 9]
iii. Umidade:
Um dos maiores inimigos dos combustíveis para motores. O biodiesel é cerca de 30 vezes mais higroscópico que o petrodiesel (pode conter até 0,15% de água dissolvida, enquanto o petrodiesel pode incorporar cerca de 0,005%). Isso se deve ao conteúdo de O2 em sua molécula e a estrutura química polar de seus grupos carboxílicos. [25]
Essa umidade, principalmente quando além dos limites permitidos, induz o aparecimento de água dissolvida ou emulsões. Altos teores de água dissolvida, culminam no aparecimento de uma terceira fase livre no fundo dos tanques, que facilita a proliferação de micro-organismos. [31]
Sendo que o ataque microbiano age negativamente sobre a estabilidade oxidativa do biodiesel (acelera o processo de oxidação do combustível), além de aumentar o seu potencial corrosivo. [25, 31]
Isso sem falar naquela umidade oriunda de falhas no processo de transporte ou estocagem, ou naturalmente, por condensação da umidade do ar que adentra pelos bocais de respiro dos tanques. Nesse caso a umidade pode se apresentar na forma de: água livre, água dispersa ou emulsão. [15]
Umidade essa que, por si só, tem potencial para provocar corrosão nas peças metálicas, não só, do sistema de alimentação dos veículos, mas também dos sistemas de abastecimento dos postos. [15]
A umidade também interfere na acidez do biodiesel, que pode provocar corrosão nos sistemas de alimentação do veículo e de estocagem e abastecimento dos postos e interferências no funcionamento das câmaras de combustão: [25]
“… afeta a estabilidade térmica na câmara de combustão e pode causar corrosão nos sistemas de armazenamento (pela presença de água) e no motor”. [25]
- Exemplos de testes de verificação:
ASTM D6304 – MÉTODO DE TESTE PADRÃO PARA DETERMINAÇÃO DE ÁGUA EM PRODUTOS DE PETRÓLEO, ÓLEOS LUBRIFICANTES E ADITIVOS POR TITULÇÃO COULOMÉTRICA DE KARL FISCHER. [9]
NBR 14448 – ÓLEOS LUBRIFICANTES, PRODUTOS DE PETRÓLEO E BIODIESEL – DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE ACIDEZ PELO MÉTODO DE TITULAÇÃO POTENCIOMÉTICA. [1, 9]
NBR 15995 – BIODIESEL – DETERMINAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO TOTAL. [1]
NBR 14359 – PRODUTOS DE PETRÓLEO E BIODIESEL – DETERMINAÇÃO DA CORROSIVIDADE – MÉTODO DA LÂMINA DE COBRE. [1, 9]
b) Outros desvios de especificação, que podem provocar problemas durante a estocagem e/ou na utilização do produto. [1] Entre outros, pode-se citar:
i. Estabilidade a oxidação:
Diretamente ligada com as características das cadeias carbônicas do biodiesel, diz respeito à sua tendência em reagir com o oxigênio do ar, em temperaturas próximas à temperatura ambiente (reação lenta). Mas que pode ser acelerada em altas temperaturas e outras condições. [23, 24, 25]
“Ela é expressa pelo período de indução, tempo entre o início da medição e o momento em que ocorre um aumento brusco na formação de produtos da oxidação que é dado em horas.”. [25]
Ao contrário dos combustíveis fósseis que, vias de regra, mantêm as suas características pouco alteradas, por mais tempo, o biodiesel degrada mais rapidamente. Sobretudo, quando em contato com contaminantes, tanto de natureza inorgânica, quanto microbiana. [22]
Tal fenômeno se encontra atrelado a diversos fatores. Por exemplo: a composição do óleo (vegetal ou animal) que lhe deu origem (quantidade e natureza das insaturações). [22, 23, 24]
“O processo de degradação oxidativa do biodiesel depende da natureza dos ácidos graxos utilizados na sua produção associado, principalmente, ao grau de insaturação dos ésteres que o compõe, além da umidade, temperatura e absorção de luz.” [20]
Assim como: as condições de processamento e de armazenamento. [22, 23, 24]
A oxidação do combustível, assim como, os seus subprodutos, sãos os principais problemas ao qual esse biocombustível está sujeito. [22, 29]
Durante a reação de oxidação do biodiesel, são formados produtos primários (mais instáveis), que se decompõem e formam outros mais estáveis: aldeídos, cetonas, hidrocarbonetos, epóxidos, álcoois e ácidos carboxílicos de cadeia curta. [21]
Contudo, também são formadas: gomas e compostos poliméricos indesejáveis. Assim como, tem-se a alteração da viscosidade e a acidez do biodiesel. [23, 24, 25]
Muitos desses produtos, além de corroerem as partes metálicas do motor, são insolúveis, causando entupimentos, depósitos e carbonização no sistema de injeção. [12, 15, 21]
A oxidação do biodiesel ocorre através de diferentes mecanismos. [24, 25, 29] Por exemplo:
- Auto-oxidação: processo que ocorre na presença de oxigênio atmosférico, no qual há a retirada de um átomo de hidrogênio de um carbono na cadeia orgânica do éster, formando radicais livres, produzindo radicais peróxido. A reação continua, com o radical peróxido retirando hidrogênios de outras moléculas, até que sejam formados produtos estáveis como: aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos, peróxidos e polímeros. [24, 29]
- Termoxidação: processo ligado a temperaturas elevadas (180 °C), ocorre quando o calor quebra as ligações, formando compostos como: peróxidos, hidroperóxidos, álcoois, aldeídos, cetonas, compostos cíclicos, entre outros. [24, 25]
- Foto-oxidação: oxidação do éster devido a exposição a luz solar. Sobretudo as radiações ultravioletas. [24, 25, 29]
- Contato com metais específicos: o contato do biodiesel com metais na forma pura ou em ligas metálicas, tende a reduzir a sua estabilidade oxidativa. O cobre é o que provoca o maior decréscimo na estabilidade, seguido do Fe e do Zn. [25, 26]
- Contaminação microbiana: o metabolismo microbiano libera ácidos e peróxidos que: intensificam os processos de corrosão e alteram negativamente os parâmetros de qualidade. Por exemplo: aumento de sólidos suspensos, formação de lodo e produtos de corrosão, que promovem entupimentos nas tubulações, e mangueiras, saturação de filtros. [24, 25, 29, 31]
- Hidrólise: ocorre a partir do contato com a umidade durante o armazenamento, provocando: acúmulo de ácidos graxos livres, incorporação de água dissolvida, turvação do combustível, aumento da acidez livre, formação de polímeros, precipitados, depósitos e corrosão em tanques de estocagem. Pode também facilitar a proliferação de microrganismos [24, 25, 29]
Nesse ponto, é de suma importância citar que:
- A Resolução ANP 920/2023 prevê um tempo mínimo de estabilidade a oxidação do biodiesel: 13 horas. [9]
- O artigo 6º da Resolução ANP 920/2023, prevê a obrigatoriedade dos produtores de biodiesel de aditivar o mesmo com antioxidantes, para garantir a acima citada especificação de estabilidade. [9]
- Exemplos de testes de verificação:
DIN EM 14112 – Fat and oil derivatives – Fatty Acid Methyl Esters (FAME) – Determination of oxidation stability (accelerated oxidation test). [9]
DIN EN 15751 – Automotive fuels – Fatty Acid Methyl Esters (FAME) – Determination of oxidation stability by accelerated oxidation test. [9]
No entanto, é preciso tomar muito cuidado ao se interpretar essa propriedade e da sua especificação.
A primeira vista, a simples leitura da especificação, constante da Resolução ANP 920/2023, pode levar ao entendimento incorreto de que:
Um biodiesel recém produzido, possui uma estabilidade a oxidação de 13 horas. E que passado esse tempo o combustível NÃO apresenta mais nenhuma estabilidade a oxidação, estando assim imprestável.
Isso NÃO é verdade!
Essa propriedade, assim como qualquer outra, deve ser avaliada (medida) periodicamente. Pois, com o passar do tempo e o consequente envelhecimento natural do combustível (assim como ocorre com qualquer outro produto perecível), todas as suas propriedades tendem a decair, até um limite onde o biodiesel se torna inapropriado, para utilização em motores.
Por exemplo:
Se logo após a produção de uma partida de biodiesel a estabilidade a oxidação encontrada é de 13 horas, depois de alguns dias, se esse mesmo combustível for novamente testado, a nova estabilidade encontrada, poderá menor (por exemplo: 12,5 horas). Depois de mais alguns dias, um novo teste revelará um valor ainda menor (por exemplo: 11,5 horas) e assim por diante. Até que um dia, a propriedade: desaparece totalmente, ou atinge valores inapropriados para a utilização em motores.
Esse tempo de decaimento, medido entre a data de produção do biodiesel, e a data em que a estabilidade oxidativa atinge um valor, que o torna inapropriado para a utilização em motores: NÃO tem denominação formal / oficial, assim como, NÃO é regulamentado.
Tudo o que pode ser encontrado a respeito, é o artigo 5º da Resolução ANP 920/2023 [9], que determina um novo teste de massa específica, se o biodiesel não utilizado dentro de 30 dias, a partir da data de emissão do certificado de qualidade. Dependendo da divergência encontrada em relação a especificação, um novo teste de estabilidade a oxidação deve ser realizado. [9, 31]
A utilização de aditivos antioxidantes, obrigatória para os produtores e importadores, segundo o artigo 6º da Resolução ANP 920/2023 [9], desacelera o decaimento da estabilidade oxidativa, mantendo a propriedade “relativamente constante” por mais tempo. [9, 23, 24, 26, 27]
No entanto, essa desaceleração também depende diretamente:
- Da qualidade e quantidade de aditivo inserido no biodiesel.
A eficiência dos diversos aditivos existente no mercado não é objeto desse estudo. Contudo, o artigo 6º da Resolução ANP 920/2023 [9], traz algumas características sobre esse assunto. [9, 23, 24, 26, 27]
- Das condições de transporte e armazenamento do combustível. Ou seja: a aplicação das chamadas “boas práticas”. [23, 24, 26, 27]
O que torna ainda mais importante o controle periódico das propriedades do combustível estocado / adquirido.
ii. Ponto de Entupimento de Filtro a Frio (PEFF):
Tanto o petrodiesel como biodiesel, possuem moléculas de parafinas que cristalizam em baixas temperaturas e se aglomeram, entupindo os filtros de combustível, assim como, outros componentes do sistema de injeção, impedindo o funcionamento do motor. [32]
Contudo, o PEFF está intimamente relacionado com a composição do biodiesel, pois ésteres graxos saturados tendem a formar cristais a temperaturas mais altas do que as do petrodiesel. [27, 32]
A propriedade Ponto de Entupimento de Filtro Frio, caracteriza o escoamento do biodiesel em ambientes de baixa temperatura. Nessa condição, o biodiesel pode se tornar mais viscoso e, consequentemente, interferir na vazão nas linhas de alimentação do motor, assim como, bombas e injetores [18, 27, 32]
É definido como sendo a maior temperatura que um determinado volume de combustível, não passa por meio de um dispositivo de filtração, padronizado, durante um intervalo de tempo de 60 segundos, em condições prescritas em norma. [18, 27]
- Exemplo de teste de verificação:
NBR 14747 – Determinação da temperatura de entupimento do filtro a frio. [9]
O ponto de entupimento de filtro a frio do biodiesel, especificado pela Resolução ANP 920/2023, varia conforme as unidades da federação e os meses do ano. [27]
No que diz respeito a utilização de aditivos para a melhoria da propriedade, as referências consultadas apontam uma redução de apenas 2ºC do PEFF, quando utilizados como aditivos melhoradores a base de: etileno glicol e misturas de limoneno e álcool isoamílico. [32, 33]
2.1.2 – As relações do biodiesel com o óleo diesel comercial para motores
O óleo diesel comercial (destinado a motores ciclo Diesel), tem a sua especificação definida na Resolução ANP 968/2024. [4] E segundo esta Resolução:
a) O óleo diesel comercial (denominado “tipo B”), seja S-10 (BS-10) ou S-500 (BS-500), é uma mistura de biodiesel com óleo diesel fóssil (“petrodiesel”): [4]
i. De produção nacional: [4]
1. Refinado diretamente do petróleo (o denominado “tipo A”, conforme Resolução ANP 968/2024); [4]
2. Obtido por coprocessamento (o denominado “tipo C”, conforme Resolução ANP 968/2024). [15]
ou
ii. Importado. [4, 8]
Que segue especificações próprias, previstas em legislação específica: Resolução ANP 968/2024 [4].
b) O preparo da mistura é responsabilidade dos distribuidores. [4]
As regras de comercialização de biodiesel entre os seus e os distribuidores de combustível, podem ser encontradas na Resolução ANP 857/21 e suas atualizações. [4]
c) A proporção de biodiesel a ser misturado segue legislação específica. [4]
A utilização da mistura teve início em 2004, apenas em caráter experimental. Entre 2005 e 2007, a comercialização, era voluntária. [5] A obrigatoriedade veio, por força da Lei n° 11.097/2005 [6], a partir de 2008: uma mistura de 2% (B2). [5] Com o passar do tempo e as crescentes exigências de proteção ambiental, esse percentual foi sucessivamente ampliado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) [5].
Atualmente (data de elaboração dessa nota técnica), a proporção é de 14%. [3, 7] Contudo, a intenção é aumentar essa quantidade até 15% (abril de 2026). [3]
3) Efeitos da utilização de biodiesel, na formulação do óleo diesel comercial para motores de combustão interna.
3.1) Principais propriedades.
A mistura do biodiesel ao petrodiesel pode melhorar algumas propriedades do combustível fóssil, ou mesmo, corrigir outras que foram prejudicadas com a remoção do indesejável enxofre da sua composição.
Por outro lado, a mistura também “herda” alguns dos inconvenientes inerentes ao biocombustível.
a) Lubricidade
Chama-se lubricidade o termo que define a capacidade de um combustível de evitar o atrito e o consequente desgaste, entre superfícies metálicas em movimento rotativo e sob carga (axial ou radial). [11]
A lubricidade influencia diretamente a vida útil dos componentes móveis dos sistemas de injeção de combustível dos motores ciclo Diesel. Sobretudo: as bombas de alta pressão e os “bicos” injetores. [11, 14, 15]
Nesse ponto é de suma importância citar que a lubricidade é uma característica natural do óleo diesel fóssil, relacionada diretamente aos seus compostos orgânicos, que contém uma parte polar: sulfurada, e/ou nitrogenada e/ou oxigenada. [11, 15, 16]
Para atender as reduções impostas a quantidade de enxofre, no óleo diesel fóssil de uso automotivo, pela legislação ambiental (de AS-500 para AS-10), os seus fabricantes fazem uso de um processo denominado “hidrorrefino”. [11, 13, 14, 15]
Um processo muito eficiente na desejada redução das quantidades de enxofre dos combustíveis, mas que também reduz os demais componentes polares, que proporcionam lubricidade ao combustível. [13, 14, 15, 16]
Fazendo com que o petrodiesel “mais ecológico” (S-10), realmente, apresente uma lubricidade reduzida. [13, 14, 15]
Algo que compromete a vida útil dos componentes mecânicos dos sistemas de injeção de combustível. [13, 14]
Além disso, nos motores que operam com combustível de alta lubricidade, os seus componentes internos encontraram menor resistência de desgaste adesivo, fazendo com que os mesmos, funcionem de forma mais eficiente e mais suave. [13]
Esses fatos, somados a bastante conhecida propriedade dos compostos de enxofre (exemplo: bissulfeto de molibdênio), de se depositar nas superfícies metálicas e melhorar as propriedades antidesgaste dos lubrificantes básicos (óleos e graxas) [17], colaboraram na criação de um mito, por sinal bastante divulgado, de que o enxofre, por si só, é o responsável pela lubricidade do “petrodiesel”.
A realidade é que: a lubricidade do “petrodiesel” está diretamente ligada a diversos compostos polares, associados NÃO SÓ ao enxofre. Mas também a outros elementos como: nitrogênio e ao oxigênio. [15]
Em tempo, é preciso citar que o tipo de petróleo utilizado na produção, também pode influenciar diretamente a lubricidade do produto. [15]
Também é preciso pontuar que NÃO foi encontrado um consenso entre autores, no que diz respeito a relação da lubricidade do combustível, com se sem a presença de biodiesel, e a sua viscosidade.
A deficiência de lubricidade do “petrodiesel” pode ser corrigida de 3 formas básicas: [13]
- Na seleção do esquema de refino. [13]
- Misturando o produto com outras frações que apresentam lubricidade adequada. [13]
- Utilizando aditivos “melhoradores de lubricidade”. [13]
Por exemplo: misturas de ácidos graxos, ésteres, amidas (solubilizados ou não em um solvente aromático) e compostos de fósforo, que formam um filme protetor que evita o contato metal com metal. [11, 13, 15]
E o biodiesel (um éster) é considerado um excelente aditivo para a correção da lubricidade. [13]
Tanto que a Petrobrás afirma que a adição de apenas 2% é suficiente para corrigir a lubricidade do petrodiesel. [15]
b) Compatibilidade com o petrodiesel.
O biodiesel é totalmente miscível e apresenta excelente compatibilidade com o petrodiesel. [1, 29]
c) Corrosividade
O biodiesel apresenta um potencial corrosivo que é transferido ao óleo diesel comercial. Esse potencial está diretamente relacionado a: [18,29]
- Características e qualidade da sua matéria prima.[29]
- Ao seu processo de oxidação (envelhecimento), que leva a acidez excessiva. [18, 29]
- A presença de impurezas na sua composição. [29]
Impurezas como, por exemplo:
1. Glicerol. [29]
2. Umidade (ligado diretamente a sua higroscopia: a umidade absorvida pelo biodiesel pode condensar sobre os metais e favorecer a sua corrosão). [29]
3. Álcool e catalisadores remanescentes do processo de fabricação. [29]
Ou seja, diretamente ligado a qualidade dos processos de fabricação (obediência às especificações) e armazenamento do mesmo.
Problemas de corrosão pelo uso de ésteres em motores foram constatados por testes práticos realizados por montadoras. [29] Contudo, esse potencial não se manifesta quando o combustível se encontra dentro das especificações. [10, 29]
Agora, no que diz respeito, especificamente, a corrosão de metais não-ferrosos e ligas especiais como: cobre, zinco, chumbo, estanho e suas ligas, podem oxidar e criar sedimentos, quando em contato com o biodiesel. [29] E consequentemente, com a sua mistura com petrodiesel (que resulta no óleo diesel comercial). Já o alumínio e o aço inoxidável têm se comportado de forma estável. [29]
d) Número de cetano
O biodiesel proporciona aumento do número de cetano do combustível comercial, o que permite a utilização de maiores taxas de compressão. [1, 25] O que ajuda a compensar a perda de rendimento devido ao seu menor poder calorífico em relação ao petrodiesel (aproximadamente 10%). [30]
e) Estabilidade oxidativa
NÃO existe uma especificação oficial para a estabilidade oxidativa do óleo diesel comercial. [4] Contudo, a estabilidade oxidativa da mistura é diretamente influenciada pela mesma propriedade do biodiesel que a integra.
Durante testes realizados com óleos diesel comerciais experimentais, B15 e B20, vários fabricantes manifestaram que o valor mínimo dessa propriedade deveria ser de pelo menos: 20 horas. [28]
Por sinal, durante esses mesmos testes, foram relatadas falhas em veículos, quando o valor da propriedade era inferior 20 horas [28]
No que diz respeito a utilização de aditivos antioxidantes no óleo diesel comercial:
i. A estabilidade à oxidação está diretamente relacionada ao teor do biodiesel nas misturas (BX), assim como, a presença de aditivos antioxidantes. [34, 35]
ii. Para misturas (BX) com maiores teores em volume de biodiesel em óleo diesel, os resultados demonstraram que essas misturas não possuem uma boa estabilidade à oxidação, sendo necessárias medidas para contornar esse problema. Uma alternativa economicamente viável seria a utilização de antioxidantes para misturas acima de 10% em volume de biodiesel. [35]
iii. Durante os anteriormente citados testes realizados, com óleos diesel comerciais experimentais, B15 e B20 3 fabricantes, ao verificarem a estabilidade à oxidação dos combustíveis, testaram também o uso de aditivos presentes no mercado e concluíram pela recomendação da sua utilização. No entanto, nenhuma delas declarou o nome dos produtos utilizados. [28]
f) Validade do produto:
Assim como ocorre com o biodiesel puro, NÃO há um período de validade oficial para o óleo diesel comercial. Contudo a Petrobras, cita que deve ser, em média, de pelo menos 30 dias. [15]
g) Higroscopia e ataques microbianos:
Como já exposto anteriormente, tendo em vista que o biodiesel é cerca de 30 vezes mais higroscópico que o petrodiesel [25] e que ambos os combustíveis são totalmente miscíveis [1, 29], as misturas (BX) tendem a assimilar os já citados problemas, provocados pela umidade excessiva e consequente ataque microbiano, que ocorrem no biodiesel puro (oxidação, potencial corrosivo, acidez, etc.).
No que diz respeito especificamente as soluções para esses problemas:
Tendo em vista que o óleo diesel comercial (B) é um produto perecível. A utilização das boas práticas de transporte e armazenamento, recomendadas, tanto pela Petrobras [15], como por outras instituições, em conjunto com a utilização de aditivos biocidas: [25, 31]
Tendem a ser eficazes como ações preventivas às ocorrências desses problemas.
Além disso, o abastecimento em postos de grande qualidade comprovada e rotatividade de estoques combustível, diminui sensivelmente a probabilidade de aquisição de produto deteriorado ou em início de perda de suas características.

*Fernando Landulfo é professor universitário com mais de 35 anos de expertise em mecânica automobilística. Sua formação inclui graduação em Engenharia Mecânica e mestrado em Projeto Mecânico. Ele também é autor de diversos artigos científicos relacionados ao setor automotivo, e publicou o livro “Manual Completo do Automóvel. Motores – Volume 1”
Referências:
[1] RAMOS, Luiz Pereira; KUCEK, Carla Thomas; DOMINGOS, Anderson Kurunczi; WILHELM, Helena Maria. Biodiesel. Um Projeto de Sustentabilidade Econômica e Sócio-Ambiental para o Brasil. Revista Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento. Ed. 31, julho / dezembro 2003, p.28 a 37.
[2] PERALTA, Eduardo Gagliuffi; BASTOS, José Guilherme R.R.; BARBOSA, Cleiton Rubens Formiga. MISTURAS DIESEL-ÁLCOOL-ÓLEO DE RÍCINO COMO UM COMBUSTÍVELALTERNATIVO PARA MOTORES DE IGNIÇÃO POR COMPRESSÃO. In: Congresso Nacional de Engenharia Mecânica, 1, 2000, Natal. [Anais] Natal: 2000.
[3] BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Especificação do Biodiesel. Disponível em:< https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/producao-e-fornecimento-de biocombustiveis/biodiesel/especificacao-do-biodiesel> Acesso em: 12/05/2025.
[4] BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. RESOLUÇÃO ANP 968, DE 30 DE ABRIL DE 2024 – DOU DE 02-05-2024. Estabelece as especificações dos óleos diesel destinados a veículos ou equipamentos dotados de motores do ciclo Diesel e as obrigações quanto ao controle da qualidade a serem atendidas pelos agentes econômicos que comercializam o produto em território nacional. Disponível em:<
https://atosoficiais.com.br/anp/resolucao-n-968-2024-estabelece-as especificacoes-dos-oleos-diesel-destinados-a-veiculos-ou-equipamentos dotados-de-motores-do-ciclo-diesel-e-as-obrigacoes-quanto-ao-controle-da qualidade-a-serem-atendidas-pelos-agentes-economicos-que-comercializam-o produto-em-territorio-nacional>. Acesso em: 12/05/2025.
[5] BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Biodiesel. Disponível em: <https://www.gov.br/anp/pt br/assuntos/producao-e-fornecimento-de-biocombustiveis/biodiesel>. Acesso em: 13/05/2025.
[6] BRASIL. Lei 11.097, DE 13 DE JANEIRO DE 2005. Dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira; altera as Leis nºs 9.478, de 6 de agosto de 1997, 9.847, de 26 de outubro de 1999 e 10.636, de 30 de dezembro de 2002; e dá outras providências. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11097.htm>. Acesso em: 13/05/2025.
[7] BRASIL. Ministério das Minas e Energia. CNPE mantém percentual de biodiesel no diesel em 14% para ajudar a conter preço dos alimentos. Disponível em: <http://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/cnpe-mantem-percentual-de-biodiesel-no-diesel-em-14-para-ajudar-a-conter-preco-dos-alimentos>. Acesso em: 13/05/2025.
[8] BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. RESOLUÇÃO ANP 980, DE 24 DE MARÇO DE 2024 – DOU DE 25-03-2025. Dispõe sobre as obrigações quanto ao controle da qualidade dos produtos importados a que se refere e dá outras providências. Disponível em:<https://atosoficiais.com.br/anp/resolucao-n-980-2025-dispoe-sobre-as-obrigacoes-quanto-ao-controle-da-qualidade-dos-produtos-importados-a-que-se-refere-e-da-outras-providencias?origin=instituicao>. Acesso em: 13/05/2025.
[9] BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. RESOLUÇÃO ANP Nº 920, DE 4 DE ABRIL DE 2023 – DOU DE 05-04-2023. Estabelece a especificação do biodiesel e as obrigações quanto ao controle da qualidade a serem atendidas pelos agentes econômicos que comercializem o produto em território nacional. Disponível em:<https://atosoficiais.com.br/anp/resolucao-n-980-2025-dispoe-sobre-as-obrigacoes-quanto-ao-controle-da-qualidade-dos-produtos-importados-a-que-se-refere-e-da-outras-providencias?origin=instituicao>. Acesso em: 13/05/2025.
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